O governo federal confirmou que o salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, representando um reajuste de R$ 103 em relação ao piso atual de R$ 1.518. O novo valor passa a vigorar em 1º de janeiro de 2026 e será aplicado nos pagamentos feitos a partir de fevereiro.
O aumento segue a política nacional de valorização do salário mínimo, que considera dois fatores principais:
- Inflação do INPC acumulada até novembro de 2025.
- Crescimento real do PIB de dois anos anteriores, limitado dentro de uma faixa prevista na nova regra fiscal.
A combinação desses indicadores resultou no valor final de R$ 1.621 após arredondamento técnico aplicado pelo governo.
Impactos na vida da população
O reajuste altera diretamente a renda de milhões de brasileiros que recebem o piso nacional ou têm benefícios vinculados ao salário mínimo. Entre os mais afetados estão:
- Trabalhadores formais com piso salarial.
- Aposentados e pensionistas do INSS que recebem o mínimo.
- Beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada).
- Cidadãos que utilizam programas como abono salarial e seguro-desemprego.
Além do impacto financeiro individual, o novo valor também aumenta o custo do governo com despesas previdenciárias e assistenciais, pressionando o orçamento federal para 2026.
O que muda para empregadores
Empresas devem ajustar suas folhas de pagamento já no início do ano, recalculando salários, adicionais e encargos trabalhistas baseados no mínimo. O aumento também influencia o valor de multas, contribuições e pisos de categorias cujas convenções coletivas utilizam o salário mínimo como referência.
Perspectiva econômica
Estudos apontam que reajustes reais no salário mínimo tendem a movimentar o consumo, especialmente em regiões onde grande parte da população recebe até um salário. O impacto é sentido no comércio local e no setor de serviços, embora gere desafios fiscais para o governo ao elevar gastos obrigatórios.
Fontes: CNN Brasil; Agência Brasil; IBGE.
