CAPEBE e o Concurso Origens: quando o cooperativismo encontra a excelência do café especial
A Capebe – Cooperativa Agropecuária de Boa Esperança escreveu mais um capítulo importante da sua história ao realizar o Concurso de Cafés Especiais Origens Capebe, considerado o maior encontro da cafeicultura já promovido pela cooperativa no Sul de Minas.
Reunindo produtores de várias cidades onde a Capebe atua, o evento celebrou não apenas as melhores pontuações, mas principalmente a trajetória, o esforço e a fé de cada família que vive do café.
Mais do que uma premiação, o concurso é um grande reconhecimento ao trabalho que começa na terra, passa pelo pós-colheita e ganha o mundo na forma de cafés especiais de alta qualidade.









Maria Aparecida França Garcia: da primeira colheita ao primeiro lugar geral da Capebe
Entre as histórias que marcaram o concurso, uma em especial simboliza a nova fase da cafeicultura na região: a da produtora Maria Aparecida França Garcia, de Ilicínia.
Ela não apenas conquistou o primeiro lugar da cidade, como também o primeiro lugar geral entre todos os cafés avaliados no Concurso Origens Capebe.
Em entrevista à OPZ Play, Maria contou que este resultado foi fruto de muito estudo e de um pós-colheita planejado com cuidado:
“Essa foi a minha primeira colheita. Durante um ano inteiro eu me dediquei aos estudos, me preparei bem, fiz um pós-colheita maravilhoso e aqui está o resultado: primeiro lugar geral. É muito satisfatório, é uma emoção imensa.”
Ela fez questão de destacar o papel da cooperativa em sua jornada:
“O departamento técnico da Capebe é excelente. Sem a cooperativa, a gente fica muito vulnerável. A Capebe apoia, acompanha e caminha junto com o cafeicultor.”
A trajetória de Maria resume perfeitamente o espírito do concurso: conhecimento, suporte técnico e amor pela atividade caminhando lado a lado.
Laís Pinheiro de Carvalho e o protagonismo de Cristais no café especial
Outro destaque marcante foi o de Laís Pinheiro de Carvalho, que conquistou o primeiro lugar pela cidade de Cristais. Jovem, determinada e ligada às raízes da região, Laís trouxe em sua fala a combinação de fé, técnica e orgulho pelo terroir:
“Eu sempre digo: foi tudo um propósito de Deus. Desde o cuidado na lavoura até a finalização do café. A dedicação é bonita de ver.”
Laís também ressaltou o trabalho da cooperativa na construção da imagem de Cristais como origem de cafés especiais:
“A Capebe vem mostrando que Cristais tem excelentes cafés, divulgando esse trabalho e incentivando a produção e o pós-colheita de qualidade, o que melhora a vida de todo mundo.”
Quando perguntada sobre a presença da mulher no agro, ela respondeu com firmeza:
“Graças a Deus, estamos entrando cada vez mais nesse ramo. Hoje há mais mulheres no agro, e com muito respeito. É um trabalho árduo, uma luta diária, mas muito gratificante. Trabalhar na terra e colher os frutos do que plantamos não tem preço.”
Marco Antônio Costa — Produtor referência e voz ativa do terroir de Cristais
Marco Antônio Costa, da Café Caeté, marcou presença no Concurso Origens Capebe como uma das vozes mais importantes da cafeicultura de Cristais e do Sul de Minas. Produtor experiente, formador de opinião e incentivador da qualidade, Marco Antônio tem papel essencial na valorização do terroir da região.
Em entrevista à OPZ Play, ele destacou a força que o produtor recebe da cooperativa:
“A Capebe facilita muito para que a gente adquira insumos e trate bem as lavouras. E quando vemos o resultado, são cafés excelentes do Sul de Minas indo para o Brasil e para o mundo inteiro.”
Marco Antônio também trouxe uma visão estratégica sobre a representatividade da região:
“Minas é o maior produtor de café do mundo. O Sul de Minas representa 25% de todo o café produzido no planeta. Isso significa que temos domínio de mercado e precisamos explorar ainda mais o mercado internacional, conquistando qualidade e ampliando nossa presença.”
Com longa trajetória na cafeicultura, ele é reconhecido como mentor e apoiador de produtores jovens. O Café Caeté, que representa, já alcançou reconhecimento nacional e internacional, consolidando o nome da região como origem de excelência.
“O Café Fazenda Caeté nasceu aqui no Sul de Minas e nós temos muito orgulho disso. Temos fornecedores do terroir de Cristais e levamos essa qualidade para o Brasil inteiro. Já conseguimos até exportar o Café Fazenda Caeté.”
Ao final, ele deixou um abraço especial para ao Fernando e para toda a família Costa, que o acompanhou na maior festa do café promovida pela Capebe.
Marco Antônio é, portanto, mais que produtor: é embaixador da qualidade, formador de novas gerações e um dos grandes articuladores do café especial na região de Cristais.
Histórias que emocionam: famílias que vivem o café especial
Além das campeãs gerais de Ilicínia e Cristais, o Concurso Origens Capebe também revelou falas e histórias que ajudam a entender a grandeza da cafeicultura no Sul de Minas.
Albano e Ana Maria – Candeias
O casal celebrou sua premiação em Candeias como resultado de perseverança:
Albano: “No ano passado fiquei em oitavo lugar. Melhoramos ainda mais e agora veio uma colocação muito melhor, bem merecida. Graças a Deus, com muita luta.”
Ana Maria: “Nosso terreno é pequeno, então para crescer ele está arrendando outras áreas e implantando um sistema cada vez melhor. É muito orgulho ver o que ele está conquistando.”
Lucimar e Alfredo – Cristais
Eles levaram uma das primeiras colocações da cidade de Cristais e mostraram o quanto o café especial faz parte da vida da família:
Alfredo: “Dois anos atrás fomos campeões, agora voltamos ao pódio. O café especial é a melhor cadeia que existe. Vamos lutar cada vez mais para melhorar e ter sempre café de qualidade.”
Lucimar: “Nasci vendo meus pais fazer muda, plantar o grãozinho, esperar brotar, crescer e colher. Café especial é muito amor.”
João Batista e Regina – Lavras / Perdões
João Batista, que tem propriedade em Lavras e é cooperado da unidade de Perdões, comemorou seu reconhecimento logo no início da trajetória com a Capebe:
“É o meu primeiro ano como associado da Capebe e já começo ganhando prêmio. Estou muito satisfeito, muito feliz.”
Ao lado dele, Regina completou:
“Sempre fui muito ligada ao agronegócio e ajudo o João no que for preciso. Agora quero estar ainda mais presente na fazenda.”
Victor e Beatriz – Café Alvito (Guapé)
Produtores com propriedade em Guapé, Victor e Beatriz também tiveram destaque com o Café Alvito:
Victor: “Estamos muito felizes. Confesso que não esperava o primeiro lugar. Esperava uma produtividade boa, mas ganhar é uma alegria enorme. Agradeço muito a Deus e ao nosso trabalho.”
Beatriz: “A mulher sábia edifica sua casa. A gente trabalha, reza pra chover… e chove. Assim nasce um café especial.”
Esses depoimentos mostram que o concurso não é apenas sobre números, mas sobre gente, família, história, superação e fé.
A voz da Capebe: liderança, qualidade e compromisso com o produtor
O evento também foi um momento de fala importante para a diretoria e equipe técnica da Capebe, reforçando o compromisso com o produtor.
Presidente: André Reis
O presidente da Capebe destacou os desafios e a grandeza do produtor rural:
“Hoje vemos o resultado da colheita dos frutos, do esforço, da dedicação e da fé de cada produtor que acreditou na sua atividade. O produtor rural é um verdadeiro herói.”
Ele também lembrou das lutas enfrentadas em outras cadeias, como o leite, e reforçou a importância da organização:
“Essa luta não pode parar. É fundamental estar organizado na cooperativa ou na associação para dar voz e força à nossa representatividade.”
Diretor Administrativo: João Ferreira
Com muitos anos de casa, João Ferreira resumiu a evolução da cooperativa:
“A gente tenta fazer o nosso trabalho sempre pensando no produtor, que é o principal da cadeia. Hoje reconhecemos os melhores cafés de todas as nossas unidades. É gratificante. A gente realmente não imaginava que a cooperativa se tornaria tudo isso, mas colhemos o resultado do trabalho junto ao produtor e da confiança deles na diretoria, nos colaboradores e nos gestores.”
Responsável pela Qualidade: João Vitor
Responsável pelo setor de qualidade da Capebe, João Vitor explicou o nível dos cafés avaliados e o desafio de escolher os vencedores:
“Tivemos cafés com pontuações altíssimas. Até os colocados mais abaixo ainda estavam em um patamar muito alto. Às vezes os cafés têm características sensoriais parecidas, mas com intensidades diferentes. São esses detalhes que definem décimos de pontuação. Trabalhamos sempre concentrados, pensando no melhor para o produtor.”
Conclusão: o Concurso Origens Capebe como vitrine da força do cooperativismo
O Concurso de Cafés Especiais Origens Capebe se consolida como um dos momentos mais importantes do calendário da cooperativa. Ele valoriza o produtor, fortalece as famílias do campo, dá visibilidade ao café especial, reforça a imagem do Sul de Minas como origem de excelência, conecta técnica, mercado e tradição.
Histórias como as de Maria Aparecida França Garcia, Laís Pinheiro de Carvalho e tantos outros entrevistados pela OPZ Play mostram que, quando cooperativa e produtor caminham juntos, a lavoura deixa de ser apenas um trabalho e se transforma em projeto de vida, legado e orgulho regional.
A Capebe segue fazendo história.
E a OPZ Play segue registrando cada capítulo dessa trajetória que une café, cooperativismo e futuro.
