No domingo, 24 de agosto de 2025, uma onda de incêndios florestais devastou cerca de 25 hectares entre Campo Belo e Aguanil (Sul de Minas), forçando o Corpo de Bombeiros a atuar por mais de 11 horas — enquanto casas e vegetação eram engolidas pelas chamas.
Onde e como aconteceu
Os focos mais críticos foram registrados no bairro Mirante do Lago, em Campo Belo (MG), e na zona rural da Usina Tolica, em Aguanil (MG). As chamas engoliram algo em torno de 250 mil metros quadrados — equivalente a 23 campos de futebol — e se espalharam velozmente devido à vegetação seca típica do período de estiagem.
Resposta do Corpo de Bombeiros e tempo de combate
O Corpo de Bombeiros de Campo Belo mobilizou equipes que atuaram por mais de 11 horas ininterruptas, desde a tarde de domingo até a madrugada de segunda-feira (25), para conter os focos em áreas urbanas e rurais, protegendo residências e propriedades próximas às chamas.
Consequências ambientais e para a saúde pública
Especialistas alertam para os impactos imediatos e duradouros:
- Perda de espécies nativas e fauna local, comprometendo a biodiversidade;
- Degradação do solo, com risco de erosão e perda de fertilidade;
- Aumento da poluição atmosférica, com potencial agravamento de problemas respiratórios na população, especialmente crianças e idosos.
Limitações operacionais e cobertura regional
O efetivo do Corpo de Bombeiros que atende Campo Belo também cobre municípios vizinhos como Cristais, Aguanil, Candeias, Santana do Jacaré e Cana Verde. Com múltiplos focos ativos, a capacidade de resposta é esticada ao limite e o tempo de contenção tende a se alongar.
Aspectos legais e chamada à responsabilidade
Provocar incêndios é crime ambiental previsto na Lei nº 9.605/1998, que prevê multas e até prisão. O Corpo de Bombeiros reforça que a população deve denunciar queimadas criminosas à Polícia Militar Ambiental ou ao próprio Corpo de Bombeiros pelo 193. A conscientização é parte da solução.
Políticas públicas e prevenção — o que fazer agora?
Especialistas defendem ações urgentes:
- Campanhas educativas sobre riscos de queimadas e métodos seguros de manejo do fogo;
- Tecnologia de monitoramento de áreas de risco, como satélites ou drones;
- Investimento em brigadas voluntárias, treinamento e equipamentos adequados;
- Fiscalização ativa, inclusive no período seco, para coibir práticas que podem causar tragédias como essa.
Junior Flávio — Jornalista da Opz Play
