A cafeicultura regenerativa vem se consolidando como uma resposta concreta aos desafios enfrentados pela produção de café no Brasil, especialmente no Sul de Minas Gerais, região estratégica da cafeicultura nacional. Pensando nesse cenário, a Fundação Hanns R. Neumann (HRNS) do Brasil realizou, no dia 11 de dezembro de 2025, o Dia de Campo – Caminhos para a Cafeicultura Regenerativa, no município de Candeias (MG).
O Dia de Campo em Candeias aconteceu das 15h às 18h, na Parcela experimental coffee&climate, localizada no Sítio Ouro Verde, propriedade dos produtores Janice Penaforte Torres e Carlos Ronaldo Torres, que abriram as portas de sua propriedade para receber produtores, técnicos, lideranças do agronegócio e parceiros institucionais. O encontro teve como objetivo principal apresentar práticas agrícolas inovadoras que unem produtividade, conservação ambiental e adaptação às mudanças climáticas, pilares centrais da cafeicultura regenerativa.
A programação foi estruturada em estações demonstrativas, permitindo que os participantes tivessem contato direto com soluções aplicadas no campo. Entre os temas abordados estiveram a cafeicultura regenerativa na prática, a fertilidade natural do solo com Bokashi, o crédito e o seguro rural como ferramentas de proteção da produção, além do mapeamento da qualidade do café, do talhão à xícara. O evento também contou com visita técnica à área experimental, apresentação institucional dos parceiros e sorteio de brindes.
A realização do Dia de Campo contou com o apoio e a parceria de importantes instituições ligadas ao desenvolvimento da cafeicultura e do agronegócio, entre elas coffee&climate, EPAMIG, Embrapa Café, Sancoffee Brasil, Emater Minas Gerais, Sicoob Credibelo, Sistema FAEMG SENAR, SPR Candeias e a Prefeitura Municipal de Candeias, reforçando o caráter técnico, institucional e colaborativo da iniciativa.
A Fundação Hanns R. Neumann (HRNS) é uma organização internacional sem fins lucrativos, com sede em Hamburgo, na Alemanha, e atua no Brasil desde 2007, desenvolvendo projetos voltados à sustentabilidade da cafeicultura, à formação de produtores, à implantação de parcelas demonstrativas, à construção de parcerias locais e à promoção de boas práticas agrícolas inteligentes para o clima. A Fundação trabalha diretamente com famílias produtoras, fortalecendo a produção de café de forma sustentável, resiliente e economicamente viável.
Com essa base técnica e institucional, o Dia de Campo da HRNS em Candeias se consolidou como um espaço de troca de conhecimento, inovação e fortalecimento da cafeicultura regional, conectando produtores, ciência, mercado e sustentabilidade.
Na sequência desta matéria, a OPZ Play apresenta as entrevistas realizadas durante o evento, ouvindo produtores, técnicos e parceiros que compartilham experiências, resultados e perspectivas sobre a aplicação da cafeicultura regenerativa no campo.
Janice Penaforte Torres destaca o Sítio Ouro Verde como referência em acolhimento, aprendizado e práticas regenerativas na cafeicultura

Como anfitriã do Dia de Campo – Caminhos para a Cafeicultura Regenerativa, realizado em Candeias (MG), Janice Penaforte Torres abriu as portas do Sítio Ouro Verde para receber produtores, técnicos e instituições, reforçando o papel da propriedade rural como espaço de troca de conhecimento, inovação e fortalecimento da cafeicultura regional. Durante a entrevista, Janice ressaltou a importância de iniciativas que aproximam o produtor da informação técnica, das novas práticas sustentáveis e das parcerias que contribuem para uma produção mais eficiente, responsável e alinhada às exigências do mercado atual.
Elisângela Martins Fonseca e a força da Associação de Mulheres Cafeicultoras de Candeias e Campo Belo

A participação da Associação de Mulheres Cafeicultoras de Candeias e Campo Belo, conhecida como Arábicas – Cafeicultoras de Minas Gerais, foi um dos destaques do Dia de Campo – Caminhos para a Cafeicultura Regenerativa, realizado pela Fundação Hanns R. Neumann (HRNS) em Candeias (MG). Representando a entidade, Elisângela Martins Fonseca apresentou o trabalho desenvolvido pela associação e ressaltou a importância da organização coletiva feminina no fortalecimento da cafeicultura regional.
Durante a entrevista à OPZ Play, Elisângela destacou que a associação nasceu com o propósito de valorizar o protagonismo das mulheres na produção de café, promovendo união, capacitação técnica e acesso a novas oportunidades de mercado. Segundo ela, o envolvimento das mulheres na gestão das propriedades, na qualidade do café e na tomada de decisões tem contribuído diretamente para a evolução produtiva e social das famílias cafeicultoras de Candeias e Campo Belo.
A dirigente também enfatizou que a Arábicas atua de forma integrada com produtores, instituições técnicas e parceiros do setor, buscando agregar valor ao café produzido na região, incentivar boas práticas agrícolas e estimular a melhoria contínua da qualidade. Iniciativas como participação em eventos técnicos, capacitações, trocas de experiências e inserção em mercados diferenciados fazem parte da estratégia da associação.
No contexto da cafeicultura regenerativa, Elisângela ressaltou que as mulheres têm papel fundamental na adoção de práticas mais sustentáveis, no cuidado com o solo, na preservação ambiental e na visão de longo prazo da atividade cafeeira. Para ela, eventos como o Dia de Campo da HRNS são essenciais para ampliar o conhecimento técnico, fortalecer parcerias e mostrar que a sustentabilidade é um caminho viável e necessário para o futuro do café.
A presença da Associação de Mulheres Cafeicultoras de Candeias e Campo Belo no Dia de Campo reforça a importância da organização social, da inclusão e da liderança feminina como pilares para o desenvolvimento de uma cafeicultura mais resiliente, sustentável e competitiva no Sul de Minas Gerais.
Mirelly Alves e Juliana Regina destacam o trabalho da HRNS do Brasil junto às famílias cafeicultoras

Durante o Dia de Campo – Caminhos para a Cafeicultura Regenerativa, realizado em Candeias (MG), a OPZ Play entrevistou Mirelly Alves e Juliana Regina, representantes da Fundação Hanns R. Neumann (HRNS) do Brasil, que apresentaram a atuação da instituição no fortalecimento da cafeicultura sustentável e no apoio direto às famílias produtoras.
Na entrevista, Mirelly e Juliana explicaram que o trabalho da HRNS é baseado na transferência de conhecimento técnico, na implantação de parcelas demonstrativas e no acompanhamento contínuo dos produtores, promovendo a adoção de práticas agrícolas inteligentes para o clima. O objetivo é aumentar a resiliência das lavouras, melhorar a produtividade e garantir sustentabilidade econômica e ambiental.
As representantes destacaram ainda que a cafeicultura regenerativa é construída no dia a dia, por meio de mudanças graduais no manejo, como cuidados com o solo, uso de cobertura vegetal, diversificação e planejamento da propriedade. Segundo elas, o envolvimento das famílias produtoras é essencial para que as práticas gerem resultados consistentes no longo prazo.
A participação da HRNS no Dia de Campo reforçou a importância das parcerias locais, da troca de experiências e do aprendizado prático, aproximando produtores, instituições e mercado. Para Mirelly Alves e Juliana Regina, eventos como esse são fundamentais para transformar conhecimento em ação e fortalecer uma cafeicultura mais sustentável, resiliente e preparada para o futuro.
Raíssa Rezende destaca a importância do crédito e do seguro rural para a cafeicultura

Durante o Dia de Campo – Caminhos para a Cafeicultura Regenerativa, realizado em Candeias (MG), a OPZ Play entrevistou Raíssa Rezende, que abordou o papel do Sicoob no fortalecimento da cafeicultura por meio do acesso ao crédito rural e ao seguro agrícola.
Na entrevista, Raíssa destacou que o crédito rural é uma ferramenta essencial para viabilizar investimentos em tecnologia, manejo do solo, insumos e infraestrutura, permitindo que o produtor avance em produtividade e qualidade sem comprometer o equilíbrio financeiro da propriedade. Segundo ela, o planejamento financeiro é decisivo para a sustentabilidade da atividade cafeeira.
Outro ponto enfatizado foi o seguro rural como instrumento de proteção diante dos riscos climáticos, cada vez mais presentes no dia a dia do produtor. Eventos como geadas, estiagens e chuvas excessivas podem impactar diretamente a produção, e o seguro surge como uma forma de garantir maior segurança e previsibilidade ao produtor.
Raíssa Rezende também ressaltou que o Sicoob atua de forma próxima aos produtores, oferecendo orientação e soluções financeiras adequadas à realidade de cada propriedade. A participação da cooperativa no Dia de Campo reforçou que gestão financeira, proteção da produção e práticas sustentáveis caminham juntas, sendo fundamentais para o fortalecimento da cafeicultura no Sul de Minas Gerais.
Julian “Juca” Raimundo e Wesley Silva destacam como agregar valor ao café no Dia de Campo da Fundação Neumann

O Dia de Campo – Caminhos para a Cafeicultura Regenerativa, realizado no Sítio Ouro Verde, em Candeias (MG), reuniu produtores, técnicos e instituições para debater os rumos da cafeicultura brasileira. A cobertura foi realizada pelo jornalista Junior Flávio, da OPZ Play, acompanhando entrevistas e debates técnicos ao longo do evento.
Entre os destaques estiveram Julian José Raimundo, o “Juca”, e seu filho Wesley Silva, diretores da Remanescente Comércio e Exportação de Café e da Movimente Negócios e Assessoria em Café. Com ampla experiência no setor, pai e filho compartilharam orientações práticas sobre comercialização, mercado e estratégias para agregar valor ao café, além de análises sobre o cenário nacional e internacional.
Visão de mercado e oportunidades
Atuando no mercado desde 1988, Julian Raimundo destacou que o café sempre passa por oscilações, influenciadas pela bolsa e pela economia global. Ainda assim, segundo ele, o momento atual apresenta oportunidades, com o café brasileiro mantendo competitividade no mercado internacional e crescimento do consumo em países como a China.
Assessoria técnica como diferencial
Para Wesley Silva, a falta de assessoria especializada ainda é um dos principais entraves para o produtor. Ele ressaltou a importância de compreender laudos, provas sensoriais e classificação do café antes da venda. A Remanescente atua oferecendo análise técnica, orientação estratégica e suporte para acesso ao mercado externo, ajudando o produtor a vender com mais segurança e rentabilidade.
Estratégia e valorização do café
A Remanescente e a Movimente trabalham conectando produtores a compradores, exportadores e torrefações, buscando sempre a melhor oportunidade de mercado. A Movimente atua especialmente na leitura correta do mercado e na interpretação técnica do café, evitando que o produtor perca valor por falta de informação.
A participação de Julian “Juca” Raimundo e Wesley Silva no Dia de Campo reforçou que conhecimento, estratégia e assessoria técnica são fundamentais para fortalecer a cafeicultura, agregar valor ao produto e ampliar as oportunidades do produtor rural.
Contato – Remanescente e Movimente
📞 (35) 9 8871-0425 – falar com João
📍 Alameda do Café, 292 – Jardim Andere – Varginha (MG)
André Dominguete (Embrapa) destaca o papel da ciência no avanço da cafeicultura brasileira

Durante o Dia de Campo – Caminhos para a Cafeicultura Regenerativa, realizado em Candeias (MG), a OPZ Play entrevistou André Dominguete Ferreira, pesquisador e representante da Embrapa, que participou do evento levando conhecimento técnico e científico aos produtores rurais da região.
Na entrevista, André ressaltou que a missão da Embrapa é gerar conhecimento por meio da pesquisa agropecuária e transformar ciência em soluções práticas no campo, atendendo desde a agricultura familiar até sistemas produtivos de maior escala. Segundo ele, a aproximação entre pesquisa e produtor é fundamental para aumentar produtividade, renda e sustentabilidade.
No contexto da cafeicultura, o pesquisador explicou que a Embrapa Café atua por meio do Consórcio Pesquisa Café, reunindo diversas instituições para desenvolver tecnologias voltadas ao melhoramento genético, manejo do solo, fitotecnia, espaçamento, poda e uso de plantas de cobertura. Essas ações contribuem diretamente para a qualidade do café e para a adaptação das lavouras às mudanças climáticas.
André Dominguete também destacou a importância de eventos como o Dia de Campo, realizados em parceria com instituições como a Fundação Hanns R. Neumann (HRNS), por promoverem a difusão do conhecimento científico, a troca de experiências e a aplicação prática das tecnologias desenvolvidas pela pesquisa.
A presença da Embrapa no evento reforçou que a ciência é um pilar essencial para o futuro da cafeicultura, especialmente diante dos desafios climáticos, produtivos e econômicos enfrentados pelo setor no Sul de Minas Gerais.
Carlos Torres destaca a importância da propriedade como espaço de aprendizado e inovação

Anfitrião do Dia de Campo – Caminhos para a Cafeicultura Regenerativa, realizado no Sítio Ouro Verde, em Candeias (MG), Carlos Ronaldo Torres destacou, em entrevista à OPZ Play, a importância de abrir a propriedade rural para a troca de conhecimento, experiências e inovação na cafeicultura.
Segundo Carlos, receber um evento técnico como o Dia de Campo representa uma oportunidade de aprendizado coletivo, onde produtores, técnicos e instituições podem observar, na prática, soluções que contribuem para uma produção mais eficiente e sustentável. Ele ressaltou que a área experimental coffee&climate instalada na propriedade permite acompanhar resultados reais das práticas adotadas no manejo do café.
O produtor também destacou que a adoção de práticas ligadas à cafeicultura regenerativa tem gerado benefícios como melhoria da qualidade do solo, maior equilíbrio ambiental e maior resiliência da lavoura frente às variações climáticas. Para ele, a presença de instituições técnicas e parceiros fortalece a confiança do produtor em adotar novas tecnologias.
A participação de Carlos Torres como anfitrião do Dia de Campo reforça o papel do produtor rural como agente ativo na inovação, transformando a propriedade em um espaço de aprendizado, demonstração e fortalecimento da cafeicultura regional.
Francisco “Chico” destaca a relação entre qualidade do café e mercado durante o Dia de Campo

A qualidade do café e sua conexão direta com o mercado foram temas centrais da entrevista com Francisco, conhecido como “Chico”, representante da Sancoffee, durante o Dia de Campo – Caminhos para a Cafeicultura Regenerativa, realizado em Candeias (MG). Em conversa com a OPZ Play, ele ressaltou que produzir bem é fundamental, mas entender o mercado é decisivo para agregar valor ao café.
Segundo Chico, a valorização do produto começa no campo, com manejo adequado, colheita no ponto certo e cuidados no pós-colheita, mas só se completa quando o produtor compreende os critérios de qualidade exigidos pelo mercado, como padrão físico, bebida e perfil sensorial. Essa leitura correta permite direcionar o café para o mercado mais adequado, evitando perdas de valor.
O representante da Sancoffee também destacou a importância da classificação, análise e rastreabilidade como ferramentas essenciais para acessar compradores mais exigentes e mercados diferenciados. Para ele, quanto maior o conhecimento do produtor sobre a qualidade do seu café, maior é a sua capacidade de negociação.
A participação da Sancoffee no Dia de Campo reforçou que qualidade e mercado caminham juntos e que a cafeicultura regenerativa, aliada a boas práticas de manejo e pós-colheita, contribui diretamente para a produção de cafés mais valorizados, competitivos e alinhados às demandas atuais do setor.
