Uma força-tarefa realizada nesta quarta-feira (25) revelou a dimensão de um esquema sofisticado de fraudes tributárias que atuava em Minas Gerais e Goiás. A ação, coordenada pelo Ministério Público de Minas Gerais, resultou no bloqueio de mais de R$ 1,3 bilhão em bens e valores ligados a empresas investigadas, além do cumprimento de 19 mandados judiciais, entre prisões e buscas.
Investigação mira setor de suplementos e marketing digital
De acordo com as apurações, o grupo atuava principalmente na industrialização e comercialização de produtos encapsulados, como suplementos alimentares e vitaminas, além de operar no segmento de marketing digital. As investigações indicam que essas empresas eram utilizadas para ocultar receitas, fraudar o pagamento de tributos e movimentar recursos de origem ilícita.
As cidades de Arcos e Lagoa da Prata estão entre os principais alvos da operação, que também se estendeu a municípios em Goiás.
Crimes investigados e impacto à saúde pública
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, os investigados podem responder por uma série de crimes, incluindo associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Há ainda indícios de irregularidades que podem afetar diretamente a saúde da população, como a fabricação e comercialização de produtos sem controle adequado, o que também configura infrações sanitárias.
A participação de agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e de equipes de vigilância sanitária reforça a suspeita de que os produtos comercializados poderiam não atender às normas de segurança exigidas no país.
Força-tarefa integrada e recuperação de ativos
A operação foi articulada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Minas Gerais, com apoio de diversas instituições. Participaram promotores de Justiça, policiais civis e militares, auditores da Receita Estadual, além de integrantes do Corpo de Bombeiros.
Em nota oficial, o Ministério Público de Minas Gerais destacou que ações como essa têm como objetivo não apenas responsabilizar criminalmente os envolvidos, mas também recuperar valores desviados e proteger a ordem econômica e os consumidores.
Estratégia sofisticada e alcance nacional
Fontes ligadas à investigação apontam que o esquema utilizava empresas de fachada e estratégias digitais para ampliar o alcance das vendas e dificultar a fiscalização. O uso de marketing digital teria sido essencial para impulsionar a distribuição dos produtos em larga escala, inclusive fora de Minas Gerais.
Especialistas em direito tributário ouvidos por veículos como o portal g1 indicam que fraudes desse tipo costumam envolver a criação de estruturas empresariais complexas para simular operações legais, reduzindo artificialmente a carga tributária.
Fontes e referências
- Reportagem do portal g1 Centro-Oeste de Minas
- Informações institucionais do Ministério Público de Minas Gerais
- Dados públicos sobre atuação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Apurações complementares com base em práticas comuns investigadas em fraudes tributárias no Brasil
Junior Flávio/ OPZ Play
Operação bloqueia mais de R$ 1,3 bilhão em esquema de fraudes em MG | G1
