Na manhã de terça-feira, 28 de outubro de 2025, o governo do Estado do Rio de Janeiro deflagrou uma operação de grande escala — como parte da Operação Contenção — nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital fluminense, em combate à facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Segundo dados oficiais, cerca de 2.500 agentes participaram da ação, que tinha como objetivo cumprir mandados de prisão, busca e apreensão e desarticular estruturas de trafico nos territórios mencionados.
A motivação explícita: conter o avanço da facção na cidade e restabelecer o controle do Estado sobre regiões consideradas estratégicas para o tráfico
- Mortes: pelo menos 64 pessoas foram mortas — entre elas 4 policiais — segundo levantamento atualizado.
- Prisões: 81 suspeitos foram detidos.
- Armas e apreensões: foram apreendidos diversos fuzis e armas de grande calibre segundo boletins preliminares.
- Impacto urbano imediato: vias expressas e acessos na cidade sofreram bloqueios e represálias — a cidade entrou em estado de tensão.
Este episódio já foi classificado como a operação policial mais letal da história do Estado do Rio de Janeiro, superando referências anteriores em número de mortos.
Por exemplo, uma operação comparável em maio de 2022 no mesmo complexo da Penha resultou em 23 mortos.
Dessa forma, o significado simbólico e operacional da ação é elevado.
Logo nos momentos iniciais da operação, foram registrados tiroteios intensos nas comunidades, barricadas erguidas, veículos incendiados como forma de bloqueio e uso de drones com explosivos em ato de retaliação por parte da facção.
A resposta do Estado incluiu mensuração de “nível operacional 2” pelo Centro de Operações e Resiliência da cidade (em escala de 1 a 5) e mobilização total do efetivo da polícia militar, com suspensão de atividades administrativas para priorizar a ação.
- Comunidades dos complexos envolvidos, bem como áreas adjacentes da Zona Norte e região metropolitana, enfrentaram paralisação de serviços públicos, escolas e postos de saúde que não abriram em função da insegurança. CNN Brasil+1
- Transporte público e mobilidade urbana foram fortemente afetados pelas interdições e bloqueios.
- O clima de “guerra urbana” retornou — moradores relataram medo, tensão e incerteza sobre a duração dos combates.
6. Lideranças e implicações estratégicas
Entre os presos figura o Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como “Belão do Quitungo”, apontado como um dos chefes regionais do CV, bem como outra figura chave, Nicolas Fernandes Soares, tido como operador financeiro de um dos comandantes da facção. Metrópoles+1
Segundo o governo estadual, a operação foi planejada e executada sem apoio federal, o que gerou críticas abertas à Força Nacional e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Gazeta do Povo+1
7. O que vem agora (e os desafios à frente)
- A ocupação e manutenção do controle estatal nos territórios operados irão requerer monitoramento contínuo, presença policial reforçada, políticas de reintegração social e combate à base logística do tráfico (armas, drogas, transporte).
- A população vizinha e os moradores das comunidades impactadas exigem esclarecimento, transparência e garantia de segurança, bem como políticas de reparação para vítimas e civis atingidos.
- A repercussão política e de imagem para o Estado é relevante: revisar protocolos de ação, avaliar custos humanos e materiais, medir eficácia real da operação no médio e longo prazo.
- A articulação estadual-federal: se o governo estadual alega falta de colaboração, será necessário construir pactos institucionais para que futuras operações possam ter suporte mais amplo e integral.
Conclusão
A megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha marca um ponto de inflexão na estratégia de segurança pública no Rio de Janeiro: trata-se de uma emergência operacional de alto impacto, tanto em termos de combates quanto de consequências sociais.
Para a marca editorial da OPZ Play, que preza por conteúdos com credibilidade, profundidade e clareza — destacamos que este tema exige cobertura responsável, análise crítica das implicações e sensibilidade às vítimas e à comunidade.
